Ex-jogador tenta reclassificar seu crime para comum, o que pode reduzir sua pena e permitir progressão para regime semiaberto

Gabriella Souza Publicado em 18/11/2025, às 09h55
Robinho, condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo na Itália, conseguiu a transferência da penitenciária em Tremembé para o Centro de Ressocialização de Limeira e pediu ao STF a retirada do caráter hediondo do crime para tentar o regime semiaberto.
De Tremembé à Limeira
O ex-jogador está cumprindo a pena desde março de 2024 no “Presídio dos Famosos”, e na manhã última segunda-feira (17), ele foi transferido para Limeira. A mudança foi estratégica e um pedido da defesa do jogador de acordo com a alegação de boa conduta.
Tremembé tem como princípio a boa socialização entre os detentos no local, além de oferecer uma melhor segurança devido à presença de crimes de grande repercussão. Já a escolhida, tem como objetivo a ressocialização total do preso a partir de trabalhos e estudos, e ter um maior contato com a família.
Segundo a defesa, a ida de Robinho para Limeira, seria para ele estar em "um ambiente mais compatível com o perfil dele e que favoreça a ressocialização, com oportunidades de estudo e trabalho".

Pedido de mudança para “crime comum”
O crime que o ex-atleta cumpre pena é considerado de caráter hediondo, caracterizado por ser de extrema gravidade e causar repulsa social, como o próprio estupro, homicídio qualificado, latrocínio e tortura.
Assim, para conseguir o regime semiaberto antes de completar os 3 anos e 7 meses de pena, tempo requisito para a progressão, Robinho pediu a mudança para crime comum ao Supremo Tribunal Federal.
Se conquistado a mudança, a progressão de pena pode reduzir para 1 ano e 5 meses. Porém, dessa forma o réu poderia ir imediatamente ao regime semiaberto por estar preso há 1 ano e 7 meses. A alegação da defesa também apresenta que a condenação da Justiça Italiana em 2022, descreveu como crime comum.
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