Kauan Felipe da Costa deverá manter distância de 300 metros da vítima após despejar óleo e desferir chutes contra ela

Redação Publicado em 24/04/2026, às 09h52
O caso de violência doméstica que chocou o bairro Balneário Itaóca, em Mongaguá, teve um novo desdobramento jurídico. Kauan Felipe da Costa, de 18 anos, que havia sido preso em flagrante na última segunda-feira (20) acusado de agredir a própria mãe e despejar cinco litros de óleo sobre o corpo dela, foi colocado em liberdade após passar por audiência de custódia.
Apesar da soltura, o Poder Judiciário impôs uma série de medidas cautelares e restrições que o jovem deverá cumprir rigorosamente para não retornar à prisão. A principal determinação é a manutenção de uma distância mínima de 300 metros da vítima, estando ele proibido de se aproximar ou frequentar a residência da família. Além disso, Kauan deve comparecer mensalmente em juízo para justificar suas atividades e não pode se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização prévia.
Dinâmica do crime e motivação
A agressão ocorreu após um conflito familiar gerado por condutas ilícitas do jovem. Segundo o boletim de ocorrência, a mãe de Kauan o repreendeu ao notar que ele havia chegado em casa portando uma correntinha, com suspeita de ser fruto de roubo, e um simulacro de arma de fogo. A reação do rapaz foi extrema: ele desferiu dois chutes contra as pernas da mãe e utilizou o estoque de óleo que ela mantinha para a produção artesanal de sabão para encharcá-la com cerca de cinco litros do material.
A vítima, em estado de choque, conseguiu fugir e buscou socorro na sede da Secretaria de Educação (SEDUC) de Mongaguá, onde relatou o ocorrido a um Guarda Civil Municipal (GCM) de plantão. O agente prontamente acionou o apoio de outras viaturas para iniciar as buscas pelo suspeito.
Prisão e trâmites judiciais
Kauan Felipe da Costa não estava mais na residência quando a guarnição chegou ao local dos fatos. Ele foi localizado e detido minutos depois, enquanto caminhava pela orla da praia. Embora nada de ilícito tenha sido encontrado com ele no momento da abordagem, a denúncia de agressão e o estado da vítima foram suficientes para a condução imediata à Delegacia de Polícia de Mongaguá.
O caso segue agora sob acompanhamento da Justiça e da rede de proteção à mulher. A vítima foi orientada sobre seus direitos e sobre a validade da medida protetiva. Caso Kauan descumpra qualquer uma das restrições impostas pela audiência de custódia, como a tentativa de contato ou aproximação da mãe, a prisão preventiva poderá ser decretada a qualquer momento.
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