Acusado chegou a ser levado para a UPA local, mas não resistiu; quatro estojos de munição foram recolhidos pela perícia

Redação Publicado em 03/07/2026, às 09h02
Um cerco policial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) resultou na morte de Elenilson Misael da Silva, de 47 anos, conhecido no meio criminal como "Galego". O confronto armado aconteceu na noite desta quinta-feira (2), no município de Peruíbe, no litoral de São Paulo. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o homem era apontado como um dos suspeitos de participar do recente atentado a tiros contra o tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos — oficial que é irmão de Eloá Pimentel, jovem que foi assassinada por Lindemberg e chocou o país, em 2008.
A operação teve início após o setor de inteligência da PM receber denúncias anônimas detalhadas revelando o paradeiro de "Galego" na Baixada Santista, além das características e modelo do veículo que ele utilizava para se deslocar pela região.
Perseguição e tiroteio na Rua Cuiabá
Com base nas informações operacionais, as viaturas da Rota iniciaram um patrulhamento tático em Peruíbe e conseguiram localizar o automóvel suspeito. Ao notar a aproximação e a ordem de parada emitida pelas equipes policiais, o condutor desobedeceu e iniciou uma fuga em alta velocidade.
A perseguição se estendeu por vias locais até a Rua Cuiabá. Durante a tentativa de abordagem e bloqueio, o suspeito reagiu de forma armada contra as equipes, dando início a uma troca de tiros.
"Galego" foi baleado, desarmado e contido pelos policiais. Ele chegou a ser socorrido de emergência e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, mas não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado na unidade de saúde.
Perícia técnica e investigação das armas
Logo após o término do tiroteio, o perímetro urbano foi isolado para a preservação das evidências. Os peritos criminais recolheram quatro estojos de munição deflagrados ao lado do veículo de Elenilson. Foram realizados exames periciais na área e testes residuográficos nos policiais e no suspeito com o objetivo de documentar e comprovar a dinâmica dos disparos.
Seguindo o protocolo obrigatório para ocorrências com mortes decorrentes de intervenção policial, os integrantes da Rota envolvidos na ação prestaram depoimentos formais na delegacia. Todas as armas e munições utilizadas pelos militares foram apreendidas pela Polícia Civil para passarem por exames de balística. O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Sede de Peruíbe, que segue investigando a rede de contatos do criminoso e os desdobramentos do ataque contra o Tenente Ronickson.
Até o presente momento, não se sabe mais informações.
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