Fórmula 1

FIA marca reuniões para discutir problemas nos motores de 2026

Encontros vão tratar do "super clipping", fenômeno que deixa carros subitamente lentos e causou batida forte entre Bearman e Colapinto

FIA marca reuniões para discutir ajustes nos carros de F1 após reclamações de pilotos - Foto: MARTIN KEEP / AFP
FIA marca reuniões para discutir ajustes nos carros de F1 após reclamações de pilotos - Foto: MARTIN KEEP / AFP

Gabriella Souza Publicado em 10/04/2026, às 11h20


A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) decidiu abrir espaço para discutir mudanças nos carros de 2026 depois que muitos pilotos começaram a reclamar do sistema de energia. As reuniões já têm data marcada: dias 15, 16 e 20 de abril. A ideia é tentar resolver problemas técnicos que surgiram com as novas regras, mesmo que a entidade defenda que as corridas atuais estejam animadas e com muitas ultrapassagens.

'Super Clipping"

O maior problema apontado pelos pilotos é a bateria. No regulamento atual, o motor elétrico é responsável por quase metade da potência do carro. Quando essa bateria acaba, o veículo fica subitamente muito mais lento no meio da pista, um fenômeno que ganhou o apelido de super clipping. Isso acontece porque o piloto precisa usar técnicas específicas, como tirar o pé do acelerador ou reduzir marchas, para recarregar o sistema.

Esse apagão de energia no meio das retas quase causou uma tragédia no GP do Japão. Franco Colapinto, da Alpine, estava tentando recarregar sua bateria e ficou muito lento. Oliver Bearman, que vinha logo atrás, não conseguiu desviar e bateu forte. A diferença de velocidade entre os dois chegou a quase 100 km/h em um trecho de aceleração total.

Reuniões e aspas dos envolvidos

Em uma nota oficial, a FIA confirmou que existe um compromisso para ajustar esses pontos:

  • "Houve um consenso geral de que, embora as provas realizadas até o momento tenham proporcionado corridas emocionantes, existe um compromisso em fazer ajustes em alguns aspectos dos regulamentos na área de gestão de energia. Houve um diálogo construtivo sobre temas complexos."

As críticas pesadas vêm de nomes importantes como Max Verstappen, que chegou a questionar se vale a pena continuar na categoria após 2026. Já Charles Leclerc comparou os novos carros ao jogo Mario Kart, por causa dessa necessidade de ficar gerenciando itens de energia para conseguir velocidade. Carlos Sainz e George Russell, que comandam a associação de pilotos, também estão liderando as cobranças por mais segurança.

As reuniões da próxima semana vão focar primeiro no regulamento esportivo e depois na parte técnica, buscando uma solução que evite que os carros "morram" no meio das disputas e causem novos acidentes.