Réu responde por feminicídio qualificado, invasão de domicílio e furto após crime ocorrido em junho de 2025

Redação Publicado em 17/06/2026, às 18h48
O Tribunal do Júri de Cananéia começou o julgamento de Uanderson Gonçalves da Cruz, acusado de assassinar sua ex-companheira Camila, em um crime brutal que ocorreu em junho de 2025 e foi presenciado por sua avó e vizinhos.
O réu enfrenta acusações de feminicídio qualificado, violação de domicílio e furto, com a denúncia do Ministério Público destacando a crueldade do ato e a presença de um familiar durante o crime.
Uanderson foi preso logo após o crime, encontrado com o celular da vítima, e o caso segue em julgamento popular, com a investigação incluindo perícias do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal.
O Tribunal do Júri de Cananéia, no litoral sul de São Paulo, iniciou nesta terça-feira (17) o julgamento de Uanderson Gonçalves da Cruz, acusado de matar a ex-companheira Camila após invadir a residência da vítima e agredi-la com socos e chutes. O crime ocorreu em junho de 2025 e foi presenciado pela avó da mulher, de 83 anos, além de moradores da vizinhança.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o réu responde por feminicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima e pela prática do crime na presença de familiar ascendente da mulher. Também foram incluídas na acusação as imputações de violação de domicílio e furto.
De acordo com as investigações, Uanderson e Camila haviam encerrado o relacionamento poucas horas antes do crime. Durante a madrugada, o acusado teria invadido a residência da vítima no bairro Acaraú, entrando pelo basculante do banheiro. Em seguida, dirigiu-se ao quarto onde ela estava e iniciou as agressões.
Conforme consta no boletim de ocorrência, Camila tentou escapar do agressor, mas foi alcançada e novamente atacada. As agressões provocaram graves lesões na vítima, que chegou a ser socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro de Cananéia. No entanto, ela não resistiu aos ferimentos e morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico.
A dinâmica do caso foi parcialmente registrada por câmeras de monitoramento instaladas nas proximidades do imóvel. As imagens mostram o momento em que o acusado deixa o local utilizando uma bicicleta. Durante a fuga, ao ser questionado por moradores que haviam ouvido os pedidos de socorro, ele teria afirmado que se tratava de uma “briga de casal”.
Testemunhas também relataram ter encontrado a vítima caída e gravemente ferida logo após o crime. Uma vizinha acionou a Polícia Militar e o serviço de emergência ao perceber a gravidade da situação.
Após deixar o imóvel, o acusado foi localizado e preso por policiais militares na região central de Cananéia. Segundo a corporação, ele estava com o telefone celular pertencente à vítima quando foi abordado.
O processo avançou para julgamento popular após decisão da Justiça que determinou a submissão do caso ao Tribunal do Júri. Até a última atualização, o resultado da sessão ainda não havia sido divulgado.
A investigação contou com perícias realizadas pelo Instituto de Criminalística (IC) e pelo Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia de Polícia de Cananéia e passou a tramitar na Justiça após a conclusão do inquérito policial.
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