Suspeito de matar garçom foi encontrado em telhado de escola em São Vicente (SP)

Maria Clara Campanini Publicado em 20/08/2024, às 13h15
O inquérito sobre a morte de Ricardo Santana dos Santos, de 49 anos, morto por tiros pelo colega de trabalho Rafael Pereira de Silva, de 36 anos, em um restaurante em Santos, litoral de São Paulo. De acordo com o apurado pelo g1 junto com à Polícia Civil, o material foi para o Fórum de Santos e será analisado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), e após, pela Justiça.
O assassinato ocorreu no dia 10 de agosto, no restaurante Pipa, na Rua Tolentino Filgueiras, no Gonzaga. De acordo com o Corpo de Bombeiros, um médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou morte no local.
O suspeito, Rafael Pereira, foi preso no dia seguinte após ser encontrado pela PM no telhado de escola estadual em São Vicente, cidade na Baixada Santista.
O delegado Jorge Cruz, do 7º Distrito Policial (DP) de Santos (SP), concluiu o inquérito após a autoria do crime ser caracterizada. Os laudos periciais, necroscópicos e da arma vão ser encaminhados depois.
O revólver usado foi de calibre 38, Rafael foi desarmado por cozinheiro após atirar em Ricardo Santana. A Polícia Civil apreendeu a arma usada.
A arma
De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), Rafael atirou em Ricardo dentro do restaurante, perto da cozinha. Um dos cozinheiros ao ouvir encontrou o suspeito com a arma em punhos, o funcionário conseguiu desarmar o colega.
Rafael ao ser desarmado implorou para recuperar a arma, disse que precisa devolvê-la, o cozinheiro não acatou o pedido e entregou a arma à Polícia Civil. O dono da arma ainda não foi identificado.
Após atirar em Ricardo, o assassino ainda roupo R$ 75 do restaurante e fugiu em seguida. O crime foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Santos e é investigado pela Polícia Civil.
Vítima enterrada sem a família
Ricardo Santana foi enterrado em Santos (SP) sem a presença da família. Os donos não conseguiram encontrar os parentes da vítima.
O enterro foi no dia 13 de agosto, no cemitério da Areia Branca, na Avenida Nossa Senhora de Fátima. De acordo com o advogado Octavio Rolim, representante do restaurante, disse que os donos tentaram achar os familiares da vítima.
O que disse o suspeito
Ao g1, o delegado disse que Rafael confessou o crime em interrogatório. Ele disse que Ricardo tinha passado a mãe em partes intimas de amiga no dia 7 de agosto.
“Tal versão está sendo checada, mas, por ora, ainda nada foi confirmado”, disse o delegado Jorge Cruz. No depoimento disse ter efetuado quatro disparos no rosto da vítima. O crime está sendo considerado premeditado, já que Rafael procurou a vítima em casa antes de ir ao restaurante.
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