Polícia

PM que atirou na filha e matou esposa em Santos enfrenta julgamento nesta terça

Entenda os detalhes do crime brutal cometido pelo sargento Samir Carvalho e o que está em jogo na audiência

O sargento da Polícia Militar, Samir Carvalho, será julgado por um crime que chocou a cidade de Santos e deixou uma criança ferida - Foto:  Daniela Rucio/ TV Tribuna/ Redes Sociais
O sargento da Polícia Militar, Samir Carvalho, será julgado por um crime que chocou a cidade de Santos e deixou uma criança ferida - Foto: Daniela Rucio/ TV Tribuna/ Redes Sociais

Redação Publicado em 25/11/2025, às 11h04


O futuro do sargento da Polícia Militar Samir Carvalho, acusado de um crime brutal que chocou a cidade de Santos, começa a ser decidido na tarde desta terça-feira (25). A partir das 14h, acontece a audiência de instrução, debates e julgamento do réu. O procedimento será realizado de forma remota, por videoconferência, uma vez que o policial permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo.

Esta etapa é fundamental no processo judicial. É o momento em que o juiz ouve as testemunhas de acusação e defesa, analisa as evidências apresentadas e interroga o acusado. O objetivo é esclarecer todos os detalhes da tragédia ocorrida no dia 7 de maio, no bairro Marapé, quando Samir matou a esposa e tentou tirar a vida da própria filha, de apenas 10 anos.

Relembre a dinâmica do crime

O caso foi marcado pela frieza e pela surpresa no ataque. Segundo as investigações da Polícia Civil, tudo começou com uma discussão verbal em uma clínica médica. Um médico que estava no local interveio, separou o casal e pediu que o sargento saísse. Com medo, a mulher e a criança se trancaram em uma sala com o doutor e acionaram a Polícia Militar via 190.

Quando a viatura chegou, Samir estava na calçada. Para conseguir entrar novamente no estabelecimento, ele teria usado de astúcia: mostrou aos colegas de farda que estava desarmado (na cintura), convencendo-os a deixá-lo acompanhar a averiguação.

O que os policiais não sabiam é que ele havia escondido a arma em outra sala da clínica antes de sair. Quando o médico, sentindo-se seguro com a presença da polícia, destrancou a porta, o sargento agiu rápido. Ele recuperou a arma escondida e, pelas costas da equipe policial, abriu fogo contra a própria família.

A violência não parou nos tiros. De acordo com o registro policial, Samir ainda esfaqueou a esposa após os disparos. O SAMU foi acionado imediatamente, mas a mulher não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu no local. A filha do casal, atingida nos braços e na perna, foi socorrida e levada para a Santa Casa de Santos, onde recebeu tratamento e sobreviveu. O sargento foi preso em flagrante na hora e agora enfrenta o tribunal.