Mulher admitiu ter agredido o guarda-vidas, enquanto a Polícia investiga o caso por desacato e lesão corporal

Redação Publicado em 11/05/2026, às 09h55
Uma cena de violência na Praia da Enseada, em Guarujá, chamou a atenção de banhistas e mobilizou a Polícia Militar nesta semana. Um guarda-vidas temporário, de apenas 20 anos, foi agredido por um casal de turistas vindos da capital paulista após uma divergência sobre um suposto salvamento. O episódio, registrado em vídeo por testemunhas, mostra o profissional sendo derrubado de seu posto de observação e tendo o uniforme rasgado durante a confusão.
O conflito começou quando o turista de 42 anos solicitou ajuda para o cunhado que estava no mar. Segundo a versão do agressor, o familiar, que pertence a uma religião de matriz africana, teria incorporado uma entidade e passado a agir de forma alterada, correndo risco de afogamento. O turista alega que o guarda-vidas teria desdenhado da situação, classificando o episódio como "brincadeira" ou "sacanagem", o que provocou a revolta da família.
Conflito de versões e agressões
O guarda-vidas, por sua vez, relatou uma versão diferente à polícia. Ele afirmou que, ao ser alertado sobre o possível afogamento, monitorou os banhistas e constatou que ambos estavam saindo da água por meios próprios, caminhando normalmente e sem sinais de perigo iminente. Ao recusar o deslocamento para um resgate que considerou desnecessário, o profissional foi surpreendido pelo turista, que puxou e derrubou o cadeirão onde ele estava sentado.
Já na areia, a situação escalou para a agressão física. A esposa do turista, de 27 anos, admitiu ter rasgado a camiseta do guarda-vidas e tentado derrubá-lo, alegando ter sido ofendida verbalmente por ele. O agressor confessou ter ingerido bebida alcoólica, mas negou estar embriagado ou ter desferido golpes. O guarda-vidas, entretanto, reiterou que o casal apresentava hálito etílico e que ele mesmo chegou a verificar o banhista "afogado", confirmando que este estava consciente, respirando bem e capaz de se levantar sozinho.
Investigação e consequências
A Polícia Militar foi acionada para conter o tumulto generalizado, já que outros frequentadores da praia tentaram intervir e chegaram a agredir o turista em represália ao ataque contra o guarda-vidas. Todos os envolvidos foram encaminhados para atendimento médico e, posteriormente, para a delegacia, onde o caso foi registrado.
A Polícia Civil agora investiga o episódio sob as tipificações de desacato e lesão corporal. O profissional atacado destacou que testemunhas no local corroboraram sua versão de que não houve negligência no atendimento. O caso levanta novamente o debate sobre o respeito aos profissionais de salvamento, que operam sob protocolos técnicos rigorosos para garantir a segurança de todos os banhistas no litoral paulista.
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