Investigado por dopar empresário em Santos também é citado em apurações anteriores envolvendo padrão semelhante de abordagem, segundo a Polícia Civil

Redação Publicado em 17/06/2026, às 19h23
A Polícia Civil de São Paulo investiga Clifton Camargo de Almeida, preso por suspeita de dopar e roubar um empresário, e analisa se ele cometeu crimes semelhantes contra outras vítimas. A investigação se baseia em seu histórico criminal e no padrão de atuação identificado.
O método utilizado pelo suspeito envolve contato inicial por redes sociais, seguido de encontros onde as vítimas são dopadas com bebidas alcoólicas, resultando em prejuízos financeiros. Há indícios de que o mesmo padrão foi observado em ocorrências anteriores, incluindo um caso que pode ter terminado em morte.
Após a prisão, o Ministério Público de São Paulo avalia a conversão da prisão temporária em preventiva, dada a possibilidade de reincidência. O 3º Distrito Policial de Santos continua a apuração, buscando novas vítimas e evidências que comprovem a extensão dos crimes do suspeito.
A Polícia Civil de São Paulo investiga a possibilidade de que o homem preso em Santos, no litoral paulista, por suspeita de dopar e roubar um empresário, tenha aplicado golpes semelhantes contra outras vítimas em diferentes ocasiões. A análise faz parte da apuração conduzida pelo 3º Distrito Policial da cidade e se baseia no histórico criminal atribuído ao investigado.
Clifton Camargo de Almeida, de 54 anos, foi preso após se apresentar à delegacia na última terça-feira (16). Ele é suspeito de envolvimento em um caso registrado em março, quando um empresário afirmou ter sido dopado após encontro marcado por meio de uma rede social. O episódio resultou em prejuízo financeiro e subtração de bens pessoais.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Wagner Camargo, há registros que indicam a repetição do mesmo padrão de atuação em outras situações anteriores. A polícia trabalha com a hipótese de que o investigado utilizava identidades falsas em plataformas digitais para se aproximar das vítimas antes de aplicar o golpe.
De acordo com a investigação, o método consistia em contato inicial por redes sociais, seguido de encontro presencial e consumo de bebida alcoólica, momento em que as vítimas perdiam a consciência. Em pelo menos uma das apurações mencionadas pela polícia, há referência a desfecho com morte, associada ao uso de substâncias em circunstâncias semelhantes, informação que ainda passa por verificação formal das autoridades.
A Polícia Civil não detalhou o número total de possíveis vítimas, mas confirmou que o histórico do investigado está sendo reavaliado para identificar conexões entre diferentes ocorrências registradas em anos anteriores. A investigação também busca verificar se há outros inquéritos ou boletins de ocorrência com características semelhantes envolvendo o mesmo suspeito.
Após a prisão, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) passou a analisar o pedido de conversão da prisão temporária em preventiva, considerando a possibilidade de reincidência e continuidade do padrão de atuação investigado.
O caso segue em apuração pelo 3º Distrito Policial de Santos, que também realiza diligências para localizar possíveis novas vítimas e reunir elementos que possam comprovar a extensão das ações atribuídas ao suspeito.
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