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Tubos gigantes começam a ser soldados no porto para cruzar o mar e levar água ao Guarujá

Obra inclui tubulações de quase 6 km ligando Cubatão ao reservatório de Vicente de Carvalho

Operação no cais deve durar 72 horas e não interferir na movimentação de navios cargueiros - Foto: Sabesp
Operação no cais deve durar 72 horas e não interferir na movimentação de navios cargueiros - Foto: Sabesp

Redação Publicado em 31/03/2026, às 08h38


Para dar um fim no sufoco da falta de água nas torneiras, um investimento milionário promete mudar a vida de quase meio milhão de pessoas que sofrem com as secas constantes em Guarujá. Uma obra gigantesca, avaliada em pouco mais de 134 milhões de reais, vai criar um caminho de quase seis quilômetros de tubulações por debaixo da terra e do mar para ligar a estação de tratamento de Cubatão direto ao reservatório do distrito de Vicente de Carvalho.

Quando tudo estiver definitivamente pronto e operando, a expectativa da empresa responsável é que a rede consiga bombear 500 litros de água limpa por segundo a mais do que a capacidade atual, um fôlego e tanto para aliviar a rotina da região.

Tubos gigantes pelo Centro

Quem passa pela região da Praça da República, no miolo de Santos, já consegue reparar de perto na movimentação intensa que marca essa nova fase do projeto estrutural. As equipes da Sabesp começaram a montar e soldar os dutos que vão compor o trecho mais desafiador de toda a empreitada: a travessia subaquática.

São dezenas de pedaços de tubo, cada um com doze metros de comprimento e muito largos, que vão sendo emendados com muito cuidado até formarem uma linha super resistente com quase dois quilômetros de extensão. Essa estrutura colossal é a que vai cruzar o canal de navegação bem por debaixo da maré, conectando uma margem à outra.

Operação no cais

Todo esse maquinário pesado e as peças já montadas vão ficar descansando ali na área portuária por cerca de três meses. Somente depois desse prazo estipulado de noventa dias é que começa a parte mais delicada do serviço, que deve exigir muito suor e durar cerca de setenta e duas horas seguidas de trabalho ininterrupto. A data exata para essa megaoperação acontecer ainda vai ser combinada com a administração do porto, tudo para garantir que a instalação não atrapalhe a manobra dos navios cargueiros.

Para puxar essa tubulação enorme para o fundo, os engenheiros vão acionar equipamentos bastante modernos. A principal vantagem de usar essa tecnologia de ponta é que ela faz o serviço todo por baixo da terra e do leito, sem precisar abrir crateras na superfície do asfalto. Assim, as atividades econômicas não param enquanto o duto passa escondido lá por baixo, garantindo que a água chegue logo nas casas das famílias sem causar um caos no trânsito local.