Abordagem no bairro Samambaia revelou que o rapaz de 25 anos tinha prisão decretada até 2045

Redação Publicado em 17/04/2026, às 08h48
O que parecia ser apenas mais um dia de trabalho pesado debaixo do sol em um semáforo de Praia Grande acabou virando o fim da linha para um jovem de 25 anos. Na última segunda-feira (13), ele foi flagrado por uma equipe da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) enquanto trabalhava como vendedor ambulante em cima de um viaduto, no bairro Samambaia. O rapaz provavelmente achou que passaria despercebido no meio dos carros, mas a atitude dele chamou a atenção dos policiais que patrulhavam a área.
Ao ser abordado, o homem não tentou criar histórias mirabolantes. Ele entregou uma cópia dos seus documentos e até admitiu que já tinha passagens pela polícia por causa de roubos e furtos no passado. O que ele não esperava é que os agentes fossem fazer uma checagem minuciosa no sistema. Quando os dados foram consultados, a surpresa: havia um mandado de prisão em aberto contra ele, com validade nada menos que até o ano de 2045. O motivo de ser tão procurado? Um crime violento cometido contra uma policial militar há cerca de um ano.
Relembrando o ataque na rodovia
Para entender por que esse rapaz era um foragido da Justiça, precisamos voltar para o dia 30 de abril de 2025. Naquela data, uma policial de 33 anos, que trabalhava no batalhão que cuida de cidades como Itanhaém e Mongaguá, estava voltando para casa pela Rodovia dos Imigrantes. Quando passava pelo trecho de Cubatão, ela sentiu que o carro estava com algum problema e decidiu encostar no acostamento para dar uma olhada.
Foi nesse momento de vulnerabilidade que dois criminosos apareceram. Eles não tiveram pena: agrediram a policial, que ficou ferida e precisou de cuidados médicos depois. No assalto, a dupla levou o celular, documentos, cartões e, o que é mais perigoso, a arma de trabalho dela, uma pistola calibre .40 carregada.
Desfecho na delegacia
Com a prisão do rapaz no semáforo, ele foi levado direto para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande, onde ficou trancado e agora está à disposição do juiz. O caso, que começou a ser investigado lá em Cubatão, onde o roubo aconteceu, ganha agora um novo capítulo importante.
Apesar de um dos envolvidos estar finalmente atrás das grades, a história ainda não terminou para a Polícia Civil. Os agentes continuam trabalhando para descobrir onde está o segundo homem que participou do ataque e, principalmente, onde foi parar a pistola roubada da agente. Por enquanto, não há pistas sobre o paradeiro do comparsa, mas a captura do vendedor ambulante pode ser a peça que faltava para fechar esse quebra-cabeça e trazer um pouco de justiça para a policial agredida.
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