Durante fiscalização, 240 kg de cocaína foram encontrados em contêiner; a carga com destino a Portugal passaria pelo Porto de Tanger Med

Redação Publicado em 05/02/2026, às 11h44
Uma operação de fiscalização realizada pela Receita Federal barrou o envio de uma grande quantidade de entorpecentes que sairia do país pelo Porto de Santos nesta quarta-feira (4). O alvo dos agentes foi um carregamento que, nos documentos, constava apenas como latas de óleo de soja, mas que escondia centenas de quilos de cocaína prontos para exportação.
A descoberta ocorreu durante os trabalhos de rotina das equipes da Alfândega, que monitoram o fluxo de mercadorias no complexo portuário. Ao todo, foram interceptados 240 kg da droga. Para tentar despistar a fiscalização, os criminosos ocultaram os tabletes de cocaína em latas de 18 litros do produto alimentício, misturados em meio a um lote que totalizava 20 toneladas de óleo.
Rota internacional e logística
A carga tinha um itinerário longo e planejado. Segundo a documentação verificada pelos auditores, o destino das latas seria Portugal, na Europa. No entanto, antes de chegar às terras lusitanas, o contêiner faria uma parada estratégica (transbordo) no Porto de Tanger Med, no Marrocos. Essa rota é frequentemente monitorada pelas autoridades devido ao risco de ser utilizada pelo tráfico internacional.
Para identificar a “contaminação”, termo usado quando drogas são inseridas em cargas lícitas, a Receita Federal utilizou uma combinação de tecnologia e faro apurado. O contêiner suspeito foi selecionado após passar por um sistema de gerenciamento de risco, que cruza dados e imagens de escâneres para apontar inconsistências.
Ajuda de quatro patas
Mesmo com a indicação eletrônica, a confirmação veio com o apoio da equipe K9. Dois cães farejadores da Alfândega foram levados até o local e, ao checarem o contêiner, sinalizaram positivamente para a presença de entorpecentes. A reação dos animais foi decisiva para os agentes abrirem a carga e localizassem a droga escondida.
O objetivo dessas ações, segundo o órgão, é garantir que o comércio exterior funcione com agilidade, mas sem abrir brechas para crimes e contrabandos. Após a apreensão, a Polícia Federal foi acionada para assumir o caso. Agora, os 240 kg de cocaína e as informações coletadas servirão de base para o inquérito policial, que tentará identificar os responsáveis pelo envio e os donos da carga ilegal.
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