Fuga após atropelamento

Motorista suspeito de matar ciclista bate em carro durante fuga em São Vicente

Raphael Costa de Carvalho teria deixado o local após atropelar André Luis Menezes da Silva, de 45 anos; durante a fuga, veículo atingiu outro automóvel que estava parado em um semáforo

Carro atingido durante a fuga após o atropelamento que matou um ciclista ficou com a traseira danificada em São Vicente (SP) - Imagem: Reprodução / Arquivo Pessoal
Carro atingido durante a fuga após o atropelamento que matou um ciclista ficou com a traseira danificada em São Vicente (SP) - Imagem: Reprodução / Arquivo Pessoal

Redação Publicado em 07/09/2026, às 14h12


Um motorista fugiu após atropelar e matar um ciclista em São Vicente, colidindo em seguida com outro veículo em um semáforo. O ciclista, André Luis Menezes da Silva, de 45 anos, não sobreviveu ao acidente, que ocorreu enquanto ele se dirigia ao trabalho.

O motorista, identificado como Raphael Costa de Carvalho, não prestou socorro e abandonou o carro, que foi encontrado com uma garrafa de uísque e documentos pessoais. A polícia investiga as circunstâncias do atropelamento e a fuga do suspeito.

Após o acidente, a Polícia Civil iniciou uma investigação para apurar as responsabilidades criminais. O veículo de Raphael foi adquirido pouco antes do incidente, e as autoridades buscam localizá-lo para responsabilizá-lo pelo ocorrido.

A fuga do motorista suspeito de atropelar e matar um ciclista em São Vicente, no litoral de São Paulo, terminou em uma segunda colisão poucos minutos depois. Raphael Costa de Carvalho atingiu o carro de Marcos Almeida da Silva, que estava parado no semáforo vermelho, após deixar o local onde André Luis Menezes da Silva, de 45 anos, foi atropelado.

O primeiro acidente aconteceu na quinta-feira (3), na Rua Onze de Junho, no bairro Itararé. André, que trabalhava como coletor de lixo, seguia de bicicleta para o trabalho quando foi atingido pelo carro conduzido por Raphael. Com a força da colisão, o ciclista foi arremessado contra a fachada de um prédio e morreu no local.

Segundo as informações divulgadas pela polícia, o motorista não permaneceu na área para prestar socorro e deixou o local. Durante a fuga, ele seguiu pela região até atingir o veículo conduzido por Marcos Almeida da Silva.

Marcos contou à TV Tribuna, afiliada da Globo, que percebeu o carro se aproximando em alta velocidade pelo retrovisor enquanto estava parado no semáforo. Diante da situação, tentou avançar com o veículo, mas não conseguiu evitar a batida.

A colisão provocou danos na traseira do carro de Marcos. Apesar do impacto, ele não se feriu. O motorista relatou ter ficado assustado com a força da batida e afirmou que, caso não tivesse percebido o veículo se aproximando, as consequências poderiam ter sido mais graves.

Depois da colisão, o motorista que atingiu o carro também não parou. Marcos afirmou que inicialmente não sabia que havia relação entre aquela batida e um atropelamento ocorrido momentos antes. A associação só foi feita posteriormente, quando ele tomou conhecimento das imagens do atropelamento de André e percebeu a semelhança entre o veículo e as circunstâncias.

O gerente de um posto de combustíveis registrou um boletim de ocorrência pela internet e disse esperar que o responsável seja localizado e responsabilizado. Para ele, o episódio reforça os riscos provocados pela condução de veículos em alta velocidade e a necessidade de atenção à segurança de quem circula pelas ruas.

No caso do atropelamento, equipes do Corpo de Bombeiros encontraram André inconsciente e em parada cardíaca. Foram realizadas manobras de reanimação, mas a vítima não resistiu. O Samu confirmou a morte ainda no local.

Após o atropelamento, o veículo utilizado por Raphael foi abandonado na Rua Campos Sales. Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que o motorista deixou o automóvel acompanhado de outra pessoa.

Durante a ocorrência, policiais encontraram dentro do carro uma garrafa de uísque aberta e um documento de identidade em nome de Raphael. A Polícia Civil entrou em contato com a mãe dele, que o reconheceu nas imagens de monitoramento.

De acordo com a investigação, o veículo havia sido comprado por Raphael pouco mais de um mês antes do atropelamento.

A ocorrência segue sob investigação da Polícia Civil. As circunstâncias da colisão, da fuga e as eventuais responsabilidades criminais serão apuradas pelas autoridades.