Colecionadores veem tesouro em notas da 1ª família do real

Sabrina Oliveira Publicado em 20/07/2024, às 09h00
Após a decisão do Banco Central de tirar de circulação as notas da primeira família do real, lançadas em 1994, a procura por esses tipos de cédulas aumentou entre colecionadores, elevando os preços a até R$5 mil. Os bancos serão responsáveis pelo recolhimento, substituindo as notas recebidas em pagamentos, depósitos ou trocas. No entanto, no mundo da numismática, os valores das notas variam de acordo com o estado de conservação e a assinatura dos ministros presentes nelas.
Ademir Fernandes, proprietário da Casa das Cédulas, destacou que uma nota de R$50 em condições perfeitas pode chegar a R$5.900. No entanto, ele enfatiza que o valor de uma cédula é significativamente reduzido se ela estiver dobrada. As notas de R$2 e R$10 são as mais procuradas por serem mais acessíveis, começando em R$12 cada uma. Além disso, a assinatura do ministro e o número de série também influenciam o valor. Notas com assinaturas de ministros que estiveram no cargo por pouco tempo são mais raras e valiosas.
Rodrigo Pedroso, especialista em numismática, vende uma nota de R$100 flor de estampa com a assinatura do Ministro Rubens Ricupero por R$550. Ele também menciona que uma nota de R$1, com as letras BA na série e assinaturas de Pedro Malan ou Gustavo Loyola, pode valer R$300. Segundo Pedroso, uma coleção completa pode ser montada por R$800, mas os preços podem variar conforme o tipo de colecionador. Alguns colecionam por série, outros por tipo de assinatura, o que pode aumentar significativamente o valor das coleções.
Atualmente, as cédulas recolhidas pelos bancos representam cerca de 3% do dinheiro em circulação. Segundo o Banco Central, há um total de 7,6 bilhões de notas das duas famílias do real na economia. A crescente demanda por essas notas antigas evidencia o valor histórico e o apelo colecionável que elas possuem, transformando-as em verdadeiros tesouros de papel.
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