Operação Policial

Investigação aponta esquema de falsas plataformas de investimento com movimentação milionária

Dois suspeitos foram presos em Santos e Praia Grande; Polícia Civil apura participação de outros integrantes na estrutura investigada

Equipamentos eletrônicos, documentos e veículos foram apreendidos durante operação que investigou um suposto esquema de fraudes em investimentos digitais - Imagem: Polícia Civil
Equipamentos eletrônicos, documentos e veículos foram apreendidos durante operação que investigou um suposto esquema de fraudes em investimentos digitais - Imagem: Polícia Civil

Redação Publicado em 17/06/2026, às 19h04


Dois homens foram presos em Santos e Praia Grande, SP, suspeitos de fraudes financeiras por meio de plataformas de investimento falsas, com um esquema que pode ter movimentado R$ 10 milhões em um ano.

O grupo utilizava transmissões ao vivo nas redes sociais para simular resultados de investimentos, atraindo novos investidores com uma fachada de credibilidade e um escritório alugado para dar aparência de legalidade.

Os presos enfrentarão acusações de organização criminosa e estelionato, enquanto a Polícia Civil continua as investigações para identificar mais vítimas e membros da organização, com a apreensão de equipamentos que podem ajudar nas apurações.

A Polícia Civil prendeu dois homens suspeitos de integrar um esquema de fraude financeira que utilizava plataformas de investimento falsas para captar recursos de vítimas pela internet. As prisões ocorreram nas cidades de Santos e Praia Grande, no litoral de São Paulo, após uma investigação conduzida pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Santos.

De acordo com as apurações, o grupo é suspeito de reproduzir a aparência de plataformas legítimas do mercado financeiro para induzir investidores a acreditar na autenticidade das operações. A estimativa da polícia é de que a organização tenha movimentado aproximadamente R$ 10 milhões ao longo de cerca de um ano de atuação.

Segundo os investigadores, a estratégia incluía transmissões ao vivo realizadas diariamente nas redes sociais. Durante as apresentações, os envolvidos exibiam supostos resultados de investimentos, alternando ganhos e perdas para transmitir credibilidade ao público e atrair novos participantes para o esquema.

A Polícia Civil informou que um dos presos seria responsável pelo controle dos valores movimentados e pela administração financeira das operações, enquanto o outro atuaria diretamente na condução das transmissões e na interação com potenciais investidores.

As investigações também identificaram que o grupo mantinha um escritório em Praia Grande. O espaço teria sido alugado com o objetivo de reforçar a aparência de legalidade das atividades e aumentar a confiança das pessoas interessadas em investir.

Conforme a polícia, a movimentação financeira alcançava cerca de R$ 500 mil por semana. A estimativa foi obtida a partir da análise preliminar de documentos, equipamentos eletrônicos e registros financeiros coletados durante a investigação.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam computadores, dispositivos eletrônicos, documentos e veículos de alto valor. O material será submetido à perícia e poderá auxiliar na identificação de novas vítimas e de outros integrantes da organização.

Os dois investigados deverão responder pelos crimes de organização criminosa e estelionato. A Polícia Civil informou que o inquérito permanece em andamento e que novas diligências serão realizadas para localizar possíveis participantes do esquema e aprofundar a análise da movimentação financeira identificada.