Trio seguirá preso; crime foi motivado por relação passional, diz acusação

Manoela Cardozo Publicado em 05/07/2025, às 10h35
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de liberdade provisória de Marcelly Peretto, Mário Vitorino e Rafaela Costa, acusados de homicídio qualificado pela morte do empresário Igor Peretto. O crime aconteceu na quinta-feira (31) de agosto do ano passado, no apartamento de Marcelly, irmã da vítima, em Praia Grande, no litoral paulista. O trio está preso desde setembro.
Os advogados dos réus apresentaram petições na terça-feira (18) de junho, dois dias após a terceira audiência de instrução do caso, pedindo que eles respondessem ao processo em liberdade e solicitando a devolução dos celulares apreendidos, entre outros pedidos.
O juiz substituto da Vara do Júri de Praia Grande, Bruno Rocha Julio, autorizou que os aparelhos fossem devolvidos, mas negou os pedidos de liberdade, justificando a decisão com base na “periculosidade” dos acusados e na “violência extremada” do crime.
Igor, que tinha 27 anos, foi morto a facadas no apartamento da irmã. De acordo com o Ministério Público de São Paulo, Marcelly e seu companheiro, Mário Vitorino, participaram diretamente do assassinato, sendo ele o principal suspeito de desferir os golpes fatais. Rafaela Costa, viúva de Igor, teria atraído a vítima para o local e é apontada como pivô do homicídio.
Depoimentos colhidos durante a investigação indicam que Mário e Rafaela mantinham um relacionamento extraconjugal. Além disso, a viúva teria tido relações amorosas com Marcelly pouco antes do crime. Para o Ministério Público, o trio decidiu matar Igor porque ele atrapalhava o triângulo amoroso formado entre eles.
A defesa dos réus, porém, contesta essa tese, alegando que o homicídio ocorreu após uma briga motivada pelo uso de álcool e drogas, e não foi premeditado. Os advogados de Marcelly afirmaram que a denúncia do Ministério Público é “vazia” e não apresenta provas de participação da ré no crime. Segundo a defesa, “não participou de luta corporal, não produziu uma única prova sobre o suposto trisal e, tampouco, apurou qualquer vantagem econômica que a acusada teria com a morte de seu irmão”.
A defesa também disse que “fatos inverídicos” divulgados pela imprensa e em redes sociais não podem justificar a prisão de Marcelly, e que não há razão legal para manter sua detenção preventiva.
Já os advogados de Mário Vitorino sustentam que os motivos que justificaram sua prisão não existem mais, afirmam que ele não fugiu após o crime e relatam que o réu sofre perseguições e ameaças. Para eles, o assassinato não foi premeditado, não houve trisal e não existia motivação financeira. A defesa classificou o caso como um “cenário passional” e uma “situação momentânea”.
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