Erickson David da Silva, o “Deivinho”, foi considerado culpado pelo homicídio de Patrick Reis; crime ocorreu em 2023 e motivou a Operação Escudo, que prendeu quase mil pessoas na Baixada Santista

Lívia Gennari Publicado em 02/09/2025, às 12h26
A Justiça de Guarujá condenou Erickson David da Silva, conhecido como “Deivinho”, a 45 anos, 2 meses e 22 dias de prisão em regime fechado pela morte do soldado Patrick Reis, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri e foi concluído na madrugada da última sexta-feira (29). Ainda cabe recurso da decisão.
Durante o julgamento, os jurados consideraram Deivinho culpado pelo homicídio do soldado Patrick, por três tentativas de homicídio contra outros policiais e por envolvimento com o tráfico de drogas. A pena foi agravada pelos maus antecedentes e pelo fato de outro PM atingido ter ficado com a mão esquerda gravemente ferida, o que, segundo a Justiça, impactou sua carreira militar. Além da prisão, o réu deverá pagar 1.416 dias-multa.
O processo também envolveu outras duas pessoas: o irmão de Erickson, Kauã Jazon da Silva, e Marco de Assis Silva, conhecido como “Mazaropi”. Kauã foi absolvido das acusações de homicídio e de parte dos crimes ligados ao tráfico, mas condenado por associação para o tráfico. A pena de três anos foi convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de 700 dias-multa. Já Mazaropi acabou absolvido.
Relembre o caso
O crime aconteceu em 27 de julho de 2023, quando o soldado Patrick Reis patrulhava a comunidade Vila Júlia, no Guarujá, quando foi atingido por um disparo próximo ao tórax. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Pronto Atendimento da Rodoviária (PAM), mas não resistiu aos ferimentos. Outro policial também foi baleado na mão esquerda e recebeu alta após atendimento médico.
Investigações da Polícia Civil apontaram Deivinho como o autor do tiro que matou o soldado. Ele foi identificado como responsável pela segurança de um ponto de venda de drogas conhecido como “Biqueira da Seringueira”.
O episódio provocou uma das maiores ações policiais recentes na região, com a deflagração da Operação Escudo, que mobilizou centenas de agentes na Baixada Santista durante 40 dias. A ofensiva, encerrada em 6 de setembro de 2023, terminou com 958 presos e 28 mortos em confrontos policiais.
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