Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho é acusado de assassinar a esposa e tentar matar a filha

Redação Publicado em 31/03/2026, às 08h49
Acreditando em uma traição que, segundo as investigações policiais, nunca chegou a acontecer, um sargento decidiu premeditar e executar um ataque brutal contra a própria família. Agora, a Justiça bateu o martelo e definiu que Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho vai sentar no banco dos réus. Ele enfrentará um júri popular por ter assassinado a esposa, Amanda Fernandes Carvalho, e por tentar tirar a vida da própria filha, uma menina de apenas 10 anos.
A tragédia que assustou os moradores de Santos ocorreu no dia 7 de maio do ano passado. Naquela data, o policial invadiu uma clínica médica localizada na Avenida Pinheiro Machado, no bairro Marapé, já carregando um revólver e um punhal. Sem dar qualquer chance de defesa, ele disparou três vezes contra Amanda e desferiu dezenas de facadas na companheira. A criança, que precisou assistir a toda essa cena terrível, também acabou atingida pelos tiros. Ela lutou pela vida e conseguiu sobreviver depois de passar quase uma semana internada no hospital.
Punição e indenização
Depois de ler com atenção todas as provas e os depoimentos reunidos durante a fase de inquérito, a juíza do caso entendeu que existem indícios mais do que suficientes para mandar o policial direto para o Tribunal do Júri. Embora o calendário do julgamento ainda não tenha uma data exata marcada, o Ministério Público foi bastante firme na sua denúncia. A promotoria exige que o agressor pegue, no mínimo, 70 anos de cadeia. Além do tempo atrás das grades, os promotores pedem que ele seja obrigado a pagar 100 mil reais de indenização para os herdeiros de Amanda e mais 50 mil reais exclusivos para a filha que sobreviveu ao massacre.
O atirador vai responder por homicídio qualificado e tentativa de homicídio, crimes que ganham um peso ainda maior por causa de vários detalhes cruéis apontados no processo. A Justiça levou em conta que o ataque foi feito sem dar margem para a vítima fugir, ocorreu na frente de uma menor de idade e se enquadra no cenário trágico de violência doméstica. Para a delegada que cuidou de toda a apuração, o fato de ele sair de casa equipado com duas armas letais é a prova definitiva de que tudo foi friamente planejado e não um mero surto de momento.

Salário cortado e prisão
Hoje, o acusado aguarda o andamento do processo trancado no Presídio Romão Gomes, uma cadeia que recebe exclusivamente policiais militares, na capital paulista. Logo após ser preso em flagrante no dia do crime, a corporação aplicou uma medida severa de afastamento. Samir perdeu o direito de receber seu salário e teve o tempo de serviço congelado.
Vale destacar que a atitude dos outros policiais que atenderam a ocorrência nos primeiros minutos da confusão também virou alvo de uma apuração interna para avaliar se houve algum erro de conduta ou omissão.
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