Investigação revelou que o veículo clonado havia sido furtado em São Paulo e circulava clandestinamente pelo litoral

Redação Publicado em 11/03/2026, às 09h56
Uma abordagem de rotina realizada pela Polícia Militar em Ilha Comprida terminou com a descoberta de um esquema de clonagem de veículos na tarde do último sábado (07). O que parecia apenas uma fiscalização comum de trânsito revelou um crime que começou há quase três anos, em São Paulo. Os policiais patrulhavam as ruas do município quando um detalhe na placa de um carro chamou a atenção, levando os agentes a realizarem uma vistoria técnica que desmascarou a procedência ilegal do automóvel.
Ao pararem o motorista e iniciarem a conferência dos documentos, os policiais notaram sinais claros de manipulação nas identificações obrigatórias. Durante a revista minuciosa, a equipe de Ilha Comprida verificou que tanto o número do chassi quanto o número do motor haviam sido apagados intencionalmente. Essa prática é uma estratégia comum utilizada por criminosos para dificultar o rastreamento por parte das autoridades e esconder a origem de bens oriundos de crimes, como roubos e furtos.
Mistério da placa falsa e o verdadeiro chassi
A investigação no local foi profunda e exigiu um olhar técnico apurado. Mesmo com as numerações raspadas, os policiais conseguiram identificar o verdadeiro registro do veículo através de outros sinais identificadores que não haviam sido totalmente destruídos. Ao consultarem o sistema integrado de segurança, veio a confirmação do crime: o automóvel havia sido furtado na capital paulista em abril de 2023, estando desde então com queixa aberta e circulando de forma clandestina pelo litoral.
O carro era o que no meio policial se chama de "dublê" ou "clonado". Isso significa que a placa que ele utilizava era falsa e remetia a outro automóvel, exatamente do mesmo modelo e da mesma cor, que estava com a documentação em dia e não possuía nenhum tipo de alerta de furto ou roubo. Esse tipo de fraude é criado justamente para tentar enganar radares inteligentes e blitzes policiais, já que, em uma consulta rápida, os dados parecem estar conforme a lei.
Encaminhamento ao distrito e investigação
O condutor do veículo foi detido imediatamente no local e encaminhado ao Distrito Policial de Ilha Comprida para prestar esclarecimentos. A autoridade policial registrou a ocorrência e deu início aos procedimentos de Polícia Judiciária para apurar se o motorista tinha conhecimento da origem criminosa do bem ou se foi vítima de uma fraude ao comprar o carro sem a devida checagem. O veículo foi apreendido e será encaminhado para perícia técnica para que todas as adulterações sejam catalogadas no inquérito.
As autoridades de Ilha Comprida reforçam que a população deve desconfiar de veículos vendidos com preços muito abaixo do valor de mercado ou que apresentem dificuldades para a transferência de documentos. O sucesso dessa apreensão destaca a importância da presença policial e do patrulhamento preventivo para retirar de circulação automóveis que alimentam o mercado ilegal de peças e roubos no estado. Agora, a Polícia Civil trabalhará para tentar localizar o proprietário original e devolver o patrimônio recuperado.
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