CRIME EM ÁREA PÚBLICA

Campo de futebol vira base do tráfico e operação revela esquema com vigilância e “turnos” em Cubatão

Quadrilha usava tecnologia, logística organizada e localização estratégica para manter venda de drogas ativa durante o dia

Campo de futebol em Cubatão foi usado como ponto fixo de venda de drogas com monitoramento por câmeras clandestinas. - Imagem: Reprodução / Polícia Civil
Campo de futebol em Cubatão foi usado como ponto fixo de venda de drogas com monitoramento por câmeras clandestinas. - Imagem: Reprodução / Polícia Civil

Redação Publicado em 26/03/2026, às 17h56


Um campo de futebol em Cubatão foi transformado em um ponto fixo de tráfico de drogas, onde uma quadrilha operava com estrutura organizada e divisão de funções, conforme revelado por um vídeo obtido pela polícia durante a Operação Anchieta 58.

A investigação revelou que o grupo tinha uma rotina semelhante a um negócio formal, com 'olheiros' e câmeras clandestinas para monitorar a área, além de uma localização estratégica que dificultava a ação policial.

Após a prisão de 11 suspeitos, a polícia continua as investigações para capturar um líder foragido e identificar outros envolvidos, destacando a adaptação do tráfico em áreas urbanas e a ocupação de espaços públicos.

Um espaço destinado ao lazer acabou sendo transformado em ponto fixo de tráfico de drogas em Cubatão. Um vídeo obtido durante investigação policial mostra como uma quadrilha operava livremente em um campo de futebol no bairro Vila São Jorge, com estrutura organizada e divisão de funções.

O vídeo completo estará disponível no Instagram da CBN Santos.

A ação foi desmontada pela Polícia Civil do Estado de São Paulo durante a Operação Anchieta 58, que resultou na prisão de 11 suspeitos. Segundo os investigadores, o grupo mantinha uma rotina semelhante à de um negócio formal, com funções bem definidas e atuação coordenada.

As imagens mostram movimentação constante no local, com venda de entorpecentes acontecendo abertamente, inclusive durante o dia. O esquema contava com “olheiros” posicionados em pontos estratégicos para monitorar qualquer aproximação policial, além de operadores responsáveis pela comercialização direta e logística de abastecimento.

Um dos diferenciais da quadrilha era o uso de câmeras clandestinas espalhadas pela comunidade, criando uma rede própria de vigilância. Os equipamentos permitiam acompanhar, em tempo real, a movimentação nas ruas e antecipar possíveis ações das forças de segurança.

Outro fator que favorecia o funcionamento do esquema era a localização: o campo fica próximo à Rodovia Anchieta e é cercado por barreiras naturais, como um rio, dificultando o acesso rápido das equipes policiais.

De acordo com a investigação, o grupo também tinha uma hierarquia clara, com um gerente responsável pela coordenação das atividades e pelo controle financeiro do ponto de venda. Parte dos valores arrecadados era recolhida por integrantes específicos da organização.

Apesar das prisões, um dos suspeitos apontado como liderança segue foragido. A polícia continua as investigações para identificar outros envolvidos e possíveis ramificações do esquema em outras regiões.

O caso chama atenção pelo nível de organização e pela ocupação de um espaço público, evidenciando como o tráfico tem se adaptado e ampliado sua presença em áreas urbanas.